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A tecnologia para fazer e-readers evolui rapidamente e estão a surgir agora protótipos de novas tecnologias que penso que poderão mudar os monitores com que trabalhamos. De modo como estão as coisas acredito que não faltará muito até à tecnologia e-ink estar disponível para a maior parte dos ecrãs.
Para começar, ecrãs a cores e a preto e branco, que reflectem a luz que recebem em vez de emitir e que têm resolução temporal suficiente para se poder fazer animações.
Outra tecnologia que também acho muito interessante é a e-ink Moebius desenvolvida pela Sony. Esta e-ink está incluida num aparelho do tamanho de uma folha A4, flexível, que pode cair no chão, no qual podemos escrever como se fosse num papel, sublinhar e fazer desenhos. É o sonho de qualquer estudante que queira poupar em fotocópias. You need Adobe Flash Player to view this content.
Dentro das inovações mais exóticas temos os e-readers que podem estar dentro de água e que respondem a toques tão leves como os feitos com a ponta de um pincel.
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Existem até ecrãs que resistem a serem cortados e continuam a funcionar. You need Adobe Flash Player to view this content.
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Quando vejo um filme de ficção científica de uma projecção próxima do futuro não posso deixar de ficar entusiasmado, mesmo que o argumento faça lembrar outros filmes como Apolo 18.
É também bom para recordar os roteiristas e escritores que na realidade ainda há muito para explorar, mesmo nos planetas mais próximos. Quanto mais se descobre sobre eles, maior é o sentimento que sabemos muito pouco. You need Adobe Flash Player to view this content.
"Um grupo de astronautas, escolhidos cuidadosamente e vindos de todo o mundo, fazem a árdua jornada até a glacial Europa, uma das luas de Júpiter, em busca de vida extraterrestre. A única coisa mais intimidante e imprevisível do que a viagem em si é o que o grupo vai encontrar quando chegar."
Já agora, deixo aqui outro filme, mais pequeno, mas com uma abordagem da FC igualmente próxima da realidade que vivemos. You need Adobe Flash Player to view this content.
Será que estes dois filmes são o arauto daquela famosa frase que se lê por aí? Que a ficção científica já não é tão popular na literatura porque a estamos a viver neste momento?
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Submeti a capa do Urbania ao site The Book Designer e foi este o veredicto:
Penso que a Ana Ferreira está de parabéns pelo design. Por ter conseguido transmitir um pouco do espírito da históra para a capa.

Já agora, quem quiser usufruir dos serviços editoriais desta profissional só tem de consultar o preçário e condições AQUI.
Quanto ao The Book Designer, aconselho uma visita ao site. Não só tem uma análise de capas mensal bastante interesante como alguns artigos acerca do mercado livreiro. No entanto, tenho pena que fiquem muitas vezes por uma abordagem superficial aos temas. Talvez o façam porque parte da missão desta empresa é consultoria editorial.
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Adiando todos os outros contos que quero escrever, hoje dediquei-me a reescrever o 4nj05.

Para organizar as ideias, escrevi cada uma das cenas que quero meter na história num post ti, no mínimo de palavras possível. Depois coloquei os post-its à minha frente e comecei a experimentar várias ordens das cenas aparecerem. "Para o leitor perceber a importância disto, isto convém acontecer antes", "estas cenas não podem estar juntas, senão é demasiado info-dump", etc.
Algumas cenas acabaram por ficar de fora e outras surgiram para ligar lógica e temporalmente as que tinha escrito em primeiro lugar. Claro que, paralelamente, estão ainda mais papelotes com as ideias que quero explorar, as temáticas a tratar, as motivações e personalidades das personagens.
Que acham do método? E vocês, amigos escritores que lêem este blogue, como é que planeiam a vossa história.
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Este é David Foster Wallace, autor da Piada Infinita. Um incrível tomo escrito a letras pequeninas e cheio de notas de rodapé com letras ainda mais pequeninas que fala das várias obcessões deste autor (ténis, marijuana, antidepressivos...) através das personagens e de uma história que critica a sociedade enquanto mergulha na analise do eu.

Não, nunca li, mas está na lista. Sempre quero saber se vou ser daqueles que vai odiar ou endeusar.
Em 2005 este autor deu uma palestra na cerimónia de graduação do Kenyon College, fazendo um retrato da sociedade muito bom, bem dirigido, tocando nos pontos certos ao longo de toda a história que conta. Porque é exactamente isso que ele faz, como um bom escritor, conta-nos uma história. Aqui fica um video de parte dessa história:
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Infelizmente a transcrição do discurso completo já não esta disponível on-line, ficando apenas para aqueles que comprarem o livro.
De qualquer maneira, podem ouvi-lo aqui.
Ressalvo ainda outro pensamento:
Think of the old cliché about ‘the mind being an excellent servant but a terrible master.’
This, like many clichés, so lame and unexciting on the surface, actually expresses a great and terrible truth. It is not the least bit coincidental that adults who commit suicide with firearms almost always shoot themselves in: the head. They shoot the terrible master. And the truth is that most of these suicides are actually dead long before they pull the trigger.
David Foster Wallace suicidou-se em 2008.
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Chegou hoje direitinha a encomenda em papel pardo dos números disponíveis da fanzine Contos Sérios e Outras Estórias.

Esta publicação amadora, que já conta com 3 exemplares e uma edição especial (tipo flyer) é organizada e escrita por 4 estudantes de Coimbra que se deixam permear pelas influências de autores como O'Neill e José Carlos Fernandes, ao mesmo tempo que se assumem como alternativa aos Tavares e Peixotos que andam por aí.
A revista é constituída por pequenos textos surrealistas e fantásticos que jogam com sons e conceitos num chorrilho de palavras que se enrolam na mioleira de quem as lê.
As ilustrações e acabamos de impressão (páginas cosidas), assim como a utilização de tipografia que faz lembrar as velhas máquinas de escrever e livros de recortes dá um certo aspecto vintage ao fólio.
Nem todos os contos estão dentro do mesmo nível de qualidade, sendo que alguns caem para o lado do trocadilho fácil e outros para obscuridade conceptual. Na minha visão, os contos no intermédio das duas categorias são os melhores.
Bastante barata (no mesmo intervalo de preço da Lusitânia) podem pedi-la na vossa caixa do correio AQUI.
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Esta editorial, fundada por Pedro Cipriano e Rodrigo Rosete promete investir exclusivamente em autores nacionais de ficção especulativa dando origem a livros a baixo custo e sem acordo ortográfico.
Até 30 de Junho esta recém criada editora está a receber manuscritos de ficção em prosa dentro do género pretendido com pelo menos 50 000 palavras. Quem sabe não é esta a oportunidade perfeita de tirar o manuscrito da gaveta? A promessa é que o primeiro livro saia no Outono deste ano. Desenganem-se aqueles que pensam que esta é mais uma vanity. A Divergência planeia recompensar os autores com 10% do preço de capa.
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Após os festivais de música, as feiras medievais e de chocolate e todas as outras festas, Óbidos decide agora apostar em força na literatura de ficção. Após a abertura da Livraria Bichinho de Conto, numa antiga escola primária, a vila muralhada vai abrir uma das maiores livrarias do país.

Para isso irá recuperar a antiga igreja de São Tiago, preenchendo-a com estantes que se se estendem por vários pisos, que albergarão cerca de 40 000 livros. O projecto arquitectónico foi feito de modo a que se a intervenção no templo seja o mínimo possível, sendo que as estantes nem tocam nas paredes. Faz-me lembrar a livraria de Maastrich que já AQUI falei.


O vencedor do concurso público foi José Pinho, o administrador de uma das mais belas livrarias do Mundo, a Ler Devagar em Lisboa, a 45 de Óbidos. O seu objectivo é que a Grande Livraria de São Tiago seja um catálogo vivo de todas as obras disponíveis no mercado editorial. Para além disso, a futura livraria ainda terá um fundo de livros de alfarrabista, para que o local se torne local de peregrinação dos bibliófilos.

As novidades não acabam por aqui. Para além dos livros, a livraria conta ter programação cultural com lançamento de livros e tertúlias. Sobre a mesa da câmara Municipal está ainda a proposta de um festival literário anual, que se juntará à restante programação da vila.
Talvez o objectivo último seja criar a primeira Aldeia Livro (Book Town) do país.
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Ontem estava a fazer as contas ao meu orçamento mensal e reparo que tenho cerca de 1,5€ a mais. A primeiro estranho, refaço as contas e só depois me lembrei do que era.
Após ter participado em 7 revistas, 1 almanaque e 3 antologias, graças à leitura conjunta no Facebook do Corvo Fiacha recebi o meu primeiro provento da minha actividade literária. Esbocei um sorriso. Fiquei feliz. Alguém tinha visto valor suficiente na minha obra que valesse a pena dar uma parte do seu capital monetário para usufruir dela. E isso é importante, é um elogio.

Pode parecer algo ridículo, mas para mim mais ridículo é uma cultura em que pagar aos artistas é algo incomum. É verdade que a maior parte dos artistas faz o que faz por amor à arte, por uma necessidade interior de se exprimir, no entanto, por mais que um engenheiro ame a sua profissão toda a gente acharia estranho se usufruíssemos do seu trabalho de graça. No entanto, ninguém pensa duas vezes em pedir a um conhecido que lhe faça um desenho XPTO.
Não me entendam mal, não sou daqueles defensores anti-pirataria ferrenhos, ou que não se deva aceitar um presente de um amigo. Nada disso, pelo contrário. Grande parte das vezes a pirataria só ajuda o artista a construir o seu público, é a versão moderna de um amigo que empresta o livro a outro amigo. Estou apenas a reflectir acerca do valor que damos às obras de arte.

Escrever uma história envolve formação, envolve tempo a investigar, tempo a escrever, tempo a rever, tempo a formatar. Depois de o livro estar escrito requer ainda esforço para a divulgação (acho mau, por exemplo, as editoras não compensarem os autores pelas sessões de autógrafos e acções similares). Tempo esse que o escritor poderia utilizar para fazer outra coisa qualquer que o ajudasse a meter pão na mesa. Em fazer outras coisas que não fossem escrever, como ir para as maldivas beber cocktails.
Isto claro, se pensarmos num escritor enquanto um profissional.
Se recompensarmos com capital os autores, eles terão mais tempo para escrever, mais recursos para melhorar e, no final de tudo, produzir mais e melhores obras. É bom, não é?
Toda esta conversa fez-me lembrar disto:
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Espero não ser mal interpretado, se o fôr por favor utilizem o vosso poder de expressão para o dizer.
Já agora, vou investir os 1,5€ na escrita: vou comprar um livro.
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"Nesta antologia de mini contos, encontrará histórias fantásticas sobre livros, algumas de terror, outras com monstros e lendas, todo o tipo de histórias que se poderá imaginar que acontecem em Bibliotecas reais e imaginárias.
Reunimos aqui vinte e quatro mini contos de diferentes autores portugueses que contam as suas histórias sobre livros."
Um dos contos é da minha autoria e foi escrito especialmente para esta antologia a título de encomenda. Confesso que foi difícil sair com um, como diz o prefácio da antologia "o prazo era apertado, o tema era imposto e pediam microcontos". No entanto, acho que o resultado final levanta um conjunto de reflexões que devem ser feitas, aproveitando o ponto de vista exterior dos invasores da Terra.
Espero que gostem!